
Daniel Uemura é o primeiro gay oriental da TV brasileira
Seu personagem é o primeiro gay oriental da televisão brasileira...
Para mim é uma honra. A cultura oriental é muito rígida e até no meio gay as pessoas pouco se deparam com japoneses na balada. As famílias dizem: “Meu filho não vai casar com mulheres que não sejam orientais” e nem pensam na possibilidade dele ser gay. Esse personagem é um avanço
Acham o máximo. A geração das crianças não tem mais preconceito, porque já está acostumada com o gay. Os adolescentes se identificam. Tenho vários amigos gays e muitos fãs gays que conversam comigo pelo twitter. Não tenho nenhum preconceito. Para você ter uma idéia, das 50 pessoas que me vêem pelo Twitcam, 25 delas são gays.
Eu acho que sim. Por exemplo, sofri muito preconceito por ser oriental e cheguei a renegar que era japonês. Eu era introvertido, não conversava tanto. A partir do momento que assumi a minha raça e comecei a ter orgulho dela, tudo melhorou na minha vida. Acho que isso também aconteceria se eu fosse gay.
É sim. Na trama original (rodada em 1972), o Gurgel não existia, e neste remake ninguém me contou que ele era gay. Quando peguei o roteiro e vi a frase “Mona, fiquei sabendo de um babado fortíssimo” é que fiquei na dúvida. Daí eu liguei, perguntei e, quando fiquei sabendo que era, fiquei super feliz. Sempre quis fazer um personagem de mais personalidade.
E o que fez para compor o personagem?
Assisti vários filmes e também frequentei inúmeras baladas GLS. Mas só fui achar o Gurgel em uma Ópera, em um concerto de São Paulo. Ele apareceu, perguntou se eu tinha um isqueiro e começou a conversar como se eu fosse um amigo de infância. Infelizmente perdi o contato.
O Frazão (Toni Garrido, amigo do protagonista) ou o doutor Antoninho (Rubens Caribé). São homens que ele tem uma queda. Ele vive falando para a amiga Janete namorar com o Antoninho, mas no fundo é ele que gostaria de ficar. E também tem a Silvia, uma menina que vive dando em cima dele.
Claro. Por mim, sem problema nenhum.
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